O que visitar em 2 dias em Coimbra: Roteiro Completo e Dicas
Se estás a planear uma escapadinha ao Centro de Portugal e queres saber o que visitar em 2 dias em Coimbra, chegaste ao sítio certo. Banhada pelo sereno Rio Mondego e coroada pela sua centenária Universidade, Coimbra é uma das cidades mais históricas, românticas e vibrantes do país. Conhecida como a “Cidade dos Estudantes”, combina a imponência dos seus monumentos medievais e barrocos com a tradição viva da académica, o som melancólico do Fado de Coimbra e a mística de amores proibidos como o de D. Pedro e Inês de Castro.

Saber organizar um roteiro de 2 dias em Coimbra é a forma ideal de explorar sem pressa a antiga capital de Portugal (entre 1131 e 1255). Desde a Alta Universitária — classificada como Património Mundial da UNESCO — até aos jardins românticos da Baixa e à gastronomia acolhedora das suas tascas, este guia reúne tudo o que precisas de saber para planear uma viagem memorável.
Resumo Rápido: Preços, Monumentos e Roteiro a Pé em Coimbra
Consulta os valores médios dos principais monumentos e a estrutura recomendada para otimizar a tua visita de 2 dias em Coimbra:
| Atividade / Monumento | Preço Médio | Duração | Destaques & Dicas do Roteiro |
|---|---|---|---|
| 📚 Paço das Escolas + Biblioteca Joanina | 13,50 € / adulto (Estudantes/Séniores ~10 €) | 2h a 2h30 | Inclui a Biblioteca Joanina, Prisão Académica, Capela de São Miguel, Sala dos Capelos e Torre. Reserva online obrigatória! |
| 🏛️ Museu Machado de Castro + Criptopórtico | 6,00 € / adulto | 1h30 | Antigo Paço Episcopal. Coleção de arte e galerias romanas subterrâneas extraordinárias. |
| 🌹 Quinta das Lágrimas & Pedro e Inês | 3,00 € (Jardins) | 1h | Jardins românticos, Fonte dos Amores e Fonte das Lágrimas associadas à lenda do amor proibido. |
| 🎶 Espetáculo de Fado de Coimbra | 12 € – 15 € (Com degustação de vinho/licor) | 50 min | Sessões intimistas no Fado ao Centro, na capela secular À Capela ou no histórico Café Santa Cruz. |
| 👧 Portugal dos Pequenitos | 14,90 € / adulto (Crianças 3-13 anos: 9,90 €) | 1h30 | Parque temático histórico em miniatura. Imperdível para famílias na margem esquerda. |

Guia Prático: Como chegar e como se deslocar em Coimbra
A localização estratégica de Coimbra no centro do país facilita o acesso a partir de qualquer ponto de Portugal:
De Comboio: A melhor forma de chegar. A estação de Coimbra-B está inserida na Linha do Norte com ligações frequentes de comboios Alfa Pendular e Intercidades a partir de Lisboa (1h30), Porto (1h) e Aveiro (30 min). Para chegar ao centro histórico, podes apanhar o comboio de ligação direta para a estação de Coimbra-A (Baixinha).
De Carro: Acesso direto pela A1 (Autoestrada do Norte, Saída Coimbra Sul ou Coimbra Norte). O centro histórico tem ruas pedonais muito íngremes e de acesso condicionado, pelo que o melhor é estacionar nos parques da margem do rio ou junto ao Convento de São Francisco.
Como se Deslocar na Cidade: Coimbra divide-se entre a Alta (no topo da colina) e a Baixa (junto ao rio). Prepara-te para caminhar em calçada portuguesa e subir ladeiras íngremes (como a famosa Quebra-Costas). Podes utilizar o elevador do Mercado ou os autocarros urbanos dos SMTUC para poupar pernas na subida.
O que visitar em 2 dias em Coimbra: Roteiro Detalhado
🎓 DIA 1: A Alta Universitária, Templos e o Coração da Baixa
Universidade de Coimbra e Paço das Escolas
Fundada em 1290 pelo Rei D. Dinis em Lisboa e transferida definitivamente para Coimbra em 1537 pelo Rei D. João III, a Universidade de Coimbra ocupa o antigo Palácio Real medieval. É o coração pulsante da cidade e Património Mundial da UNESCO. Atravessa a monumental Porta Férrea (século XVII), decorada com as alegorias das faculdades tradicionais, para entrar no Paço das Escolas, a imponente praça de armas que acolhe os seguintes tesouros:



Biblioteca Joanina: Erguida entre 1717 e 1728 sob o mecenato do Rei D. João V, é considerada uma das bibliotecas barrocas mais bonitas do mundo. Dividida em três salas sumptuosas cobertas de talha dourada e policromada e tetos em ilusão de ótica, alberga cerca de 60.000 volumes raros do século XII ao XVIII. Segredo local: A biblioteca acolhe uma colónia de pequenos morcegos que, durante a noite, caçam os insetos que poderiam danificar o papel dos livros.

Prisão Académica: Situada nos pisos inferiores da biblioteca, é a única prisão medieval do género conservada em Portugal. Servia para encarcerar e julgar estudantes ou professores que cometessem delitos no perímetro académico, regidos por um foro jurídico próprio.
Capela de São Miguel: Capela real do século XVI decorada com azulejos maneiristas, um teto pintado e um retábulo de altar em talha dourada. Destaca-se pelo seu órgão monumental barroco de 1733, decorado com motivos chineses (chinoiserie), que ainda hoje é utilizado em concertos.

Sala dos Capelos (Grande Sala dos Actos): Antiga Sala do Trono dos Reis de Portugal, onde hoje decorrem as cerimónias académicas solenes, como a imposição de insígnias e a defesa de teses de doutoramento. As paredes exibem os retratos a óleo de todos os monarcas portugueses.

Torre da Universidade (A “Cabra”): Construída no século XVIII no estilo barroco-neoclássico pelo arquiteto italiano Antonio Corradi, a sua silhueta domina o horizonte da cidade. O seu sino mais famoso, a “Cabra”, marca historicamente o início das aulas e o recolher obrigatório dos estudantes. Subir os seus 180 degraus recompensa com uma vista panorâmica de 360 graus sobre a cidade e o curso do Mondego.

Praça da República e Escadas Monumentais
Saindo do Paço das Escolas rumo ao coração académico, passa pela Praça da República (o ponto de encontro da vida noturna e dos cafés universitários) para admirar as icónicas Escadas Monumentais.
História e Simbolismo: Construídas durante as obras de remodelação do Estado Novo nos anos 1950, as Escadas Monumentais contam com 125 degraus divididos em 5 lanços de 25 degraus cada — simbolizando tradicionalmente os 5 anos de duração das licenciaturas clássicas.
Tradição Académica: É o local mítico das praxes, das festas académicas e dos protestos estudantis históricos, tendo sido o palco central da revolta estudantil na Crise Académica de 1969. Subir ou descer estas escadas ladeadas pelos edifícios das faculdades é vivenciar o autêntico espírito de Coimbra.
Jardim Botânico da Universidade e Arcos do Jardim
Criado em 1772 por iniciativa do Marquês de Pombal durante a reforma iluminista da universidade, o Jardim Botânico de Coimbra estende-se por mais de 13 hectares no coração da cidade. Com entrada gratuita, divide-se em duas grandes zonas: o Quadrado Central (de inspiração formal clássica, com estufas e fontes) e a Mata (uma floresta exótica com bambuzais, sequoias e plantas de todos os continentes).
Arcos do Jardim: O limite norte do jardim é marcado pelo majestoso Aqueduto de São Sebastião, construído no século XVI pelo Rei D. Sebastião sobre as ruínas de um antigo aqueduto romano, concebido para abastecer de água a Alta universitária.

Sé Nova de Coimbra
Localizada no Largo da Feira, foi construída a partir de 1598 pelos Jesuítas para ser a Igreja do Colégio de Onze Mil Virgens (o primeiro colégio jesuítico no mundo). Após a expulsão da Ordem por D. José I em 1759, o templo foi elevado a Catedral de Coimbra em 1772, substituindo a Sé Velha.

A sua fachada sóbria combina elementos maneiristas e barrocos, enquanto o interior deslumbra pela sua cúpula imponente, altares de talha dourada e órgão duplo.
Museu Nacional de Machado de Castro
Ocupa as antigas instalações do Paço Episcopal de Coimbra (séculos XII a XVIII) e homenageia o grande escultor joanino nascido na cidade. O museu guarda a mais importante coleção de escultura medieval e renascentista de Portugal, além de coleções de pintura, tapeçaria e ourivesaria.
- Criptopórtico Romano: É a jóia arquitetónica do museu. Trata-se de uma colossal estrutura subterrânea de galerias e abóbadas de berço construída no século I d.C. para suportar o fórum da cidade romana de Aeminium. Caminhar por estes túneis iluminados e perfeitamente preservados é uma autêntica viagem no tempo sob as fundações do museu.
Sé Velha de Coimbra
Descendo a colina universitária, surge a imponente Sé Velha de Coimbra. Mandada construir em 1139 por D. Afonso Henriques após ter sido aclamado Rei de Portugal, é a catedral românica mais bem conservada e espetacular do país.

Exterior e Interior: Desenhada com um aspeto de igreja-fortaleza (paredes espessas, ameias e frestas estreitas), o seu exterior reflete os tempos inseguros da Reconquista. No interior de três naves austeras, destaca-se o retábulo do altar-mor em estilo gótico florido, esculpido em madeira dourada por mestres flamengos no século XV, e o claustro renascentista de grande serenidade. É nas escadarias da Sé Velha que, durante a Queima das Fitas, os estudantes realizam a emotiva Monumental Serenata.
Escada do Quebra-Costas
Ligando a Alta à Baixa de Coimbra, esta escadaria Íngreme e sinuosa é uma das ruas mais pitorescas do país. O nome evoca os tombos de quem a descia desprevenido na Idade Média. Hoje, é um espaço vibrante com lojas de artesanato, livrarias antigas, pequenas casas de Fado e cafés com esplanadas ao ar livre.

Arco e Torre de Almedina
Na base da escada, atravessas este imponente complexo defensivo do século XI. Era a principal porta de entrada da cidade medieval amuralhada que protegia a Almedina. A torre alberga hoje o Centro Interpretativo da Cidade Amuralhada.

Cruzando o Arco de Almedina, entras na Baixa de Coimbra, o tradicional centro de comércio, oficinas e artesanato da cidade.

Rua Ferreira Borges e Edifício Chiado
Esta artéria pedonal calcada a preto e branco é o coração do comércio tradicional. A meio da rua sobressai o Edifício Chiado, uma impressionante estrutura de ferro fundido e vidro do início do século XX (estilo Arte Nova) que alberga o Museu da Cidade, com exposições de arte e pintura portuguesa do século XIX e XX sob a iluminação natural da sua claraboia central.
Largo da Portagem
Situado na margem do Rio Mondego, na extremidade da Ponte de Santa Clara, é a praça mais famosa e animada de Coimbra. O seu nome remonta aos tempos medievais, quando os fiscais do rei cobravam a “portagem” sobre as mercadorias que cruzavam a ponte para abastecer a cidade.

No centro da praça destaca-se a estátua de bronze do estadista Joaquim António de Aguiar (conhecido por “O Mata-Frades” pela abolição das ordens religiosas em 1834), rodeada por edifícios emblemáticos de arquitetura neoclássica e esplanadas aprazíveis.

A caminhada pela Baixa culmina na movimentada Praça 8 de Maio, o centro político e civil da cidade.

Mosteiro de Santa Cruz
Fundado em 1131 pela Ordem dos Cónegos Regrantes de Santo Agostinho, foi o centro intelectual e religioso mais importante do país durante a fundação de Portugal. O seu interior revestido a painéis de azulejos joaninos guarda a Igreja de Santa Cruz, onde repousam os túmulos de D. Afonso Henriques e D. Sancho I, os dois primeiros reis de Portugal, abrigados por pântacos de talha manuelina criados por Nicolau de Chanterene. Não percas o claustro do silêncio e o órgão de tubos barroco.
Café Santa Cruz
Instalado na antiga Capela de São João de Mão de Morta (adjacente ao mosteiro, datada de 1530), este café histórico fundado em 1923 mantém os tetos abobadados em estilo manuelino, os vitrais coloridos e o mobiliário em madeira entalhada. É um local mítico para beber um café e assistir a sessões gratuitas de Fado de Coimbra ao final da tarde.
Jardim da Manga (Fonte da Manga)
Localizado nas traseiras do Mosteiro de Santa Cruz, é uma das obras arquitetónicas mais singulares do Renascimento em Portugal (século XVI). Desenhado por João de Ruão, consiste num chafariz central abobadado ligado por pontes a quatro capelas redondas circundadas por espelhos de água, simbolizando a Fonte da Vida e os quatro rios do Paraíso.

Jardim da Sereia (Parque de Santa Cruz)
Antigo espaço de recreio dos monges do mosteiro, este parque verdejante abre-se com um majestoso portal barroco decorado por estátuas da Fé, Esperança e Caridade. A avenida principal conduz a uma cascata de azulejos e a recantos sombreados ideais para relaxar.


DIA 2: Lendas de Amor, Margem Esquerda e Miradouro dos Poetas
O segundo dia é dedicado às histórias de amor da realeza, aos espaços culturais e verdes da margem esquerda do Mondego e a um miradouro poético único.
⭐ Dica Gastronómica para o Almoço do Dia 2
Não podes fazer um roteiro de 2 dias em Coimbra sem provar a famosa Chanfana de Cabra assada lentamente em caçarolas de barro preto com vinho tinto e alho, ou o tradicional Leitão à Bairrada. Para a sobremesa, pede um Pastel de Santa Clara ou uma Arrifana nas doçarias tradicionais da Baixa.
Quinta das Lágrimas (A Lenda de Pedro e Inês)
Atravessando a Ponte de Santa Clara para a margem esquerda do rio, encontras o lugar mais romântico e trágico de Portugal. A Quinta das Lágrimas é um parque de 12 hectares (com um palácio do século XVIII convertido em hotel de luxo) que foi o cenário do romance proibido entre o Infante D. Pedro (futuro Rei D. Pedro I) e a fidalga galega D. Inês de Castro, dama de companhia da sua esposa.

Fonte dos Amores: Alimentada por uma nascente secular, era através do seu canal (caniveta) que D. Pedro enviava cartas de amor em barquinhos de madeira desde os Paços Reais até aos aposentos de Inês.
Fonte das Lágrimas: Onde Inês de Castro foi executada em 1355 por ordem do Rei D. Afonso IV. A lenda imortalizada por Luís de Camões em Os Lusíadas conta que as águas da fonte nasceram das lágrimas choradas por Inês no momento da morte e que as algas avermelhadas que crescem nas pedras do fundo representam o seu sangue eterno. O parque abriga ainda árvores centenárias trazidas de todo o mundo, como sequóias e bambus monumentais.
Mosteiros de Santa Clara
Erguido no século XIV junto às margens do Mondego por iniciativa da Rainha Santa Isabel, este mosteiro é uma obra-prima do gótico nacional. Devido à proximidade com o rio, o templo sofria inundações constantes que obrigaram as freiras clarissas a construir pisos elevados e, finalmente, a abandonar o edifício no século XVII.

As ruínas parcialmente submersas foram resgatadas por um projeto arqueológico extraordinário e contam hoje com um museu e centro interpretativo de referência.
Mosteiro de Santa Clara-a-Nova
Construído no topo da colina de Monte da Esperança entre 1649 e 1696 para substituir o templo inundado. A sua igreja barroca de proporções majestosas acolhe o belíssimo túmulo em prata e cristal onde repousa o corpo incorrupto da Rainha Santa Isabel, a padroeira da cidade. O seu claustro é um dos maiores e mais impressionantes de Portugal.

Convento de São Francisco
Antigo mosteiro franciscano abandonado após a extinção das ordens religiosas, este enorme complexo arquitetónico foi inteiramente reabilitado e transformado num moderno Centro de Convenções e Espaço Cultural. Vale a pena subir aos seus pátios e terraços abertos para obter uma vista frontal inesquecível de toda a colina da Alta Universitária refletida no rio.
Portugal dos Pequenitos
Localizado junto ao Largo do Rossio de Santa Clara, o Portugal dos Pequenitos é um dos parques temáticos mais antigos do mundo, fundado em 1940 pelo médico Bissaya Barreto e desenhado pelo arquiteto Cassiano Branco.

O que ver: Concebido para fins pedagógicos e de lazer, o parque apresenta réplicas em miniatura (a uma escala adaptada às crianças) dos edifícios e monumentos mais emblemáticos de Portugal (como a Torre de Belém, o Convento de Cristo e a Universidade de Coimbra), aldeias tradicionais das várias regiões do país e pavilhões dedicados aos países de língua oficial portuguesa. É uma visita nostálgica e imperdível, especialmente para quem viaja em família.
Parque Verde do Mondego, Ponte Pedro e Inês & Passeio de Barco
Nas margens do rio estende-se o Parque Verde do Mondego, uma vasta área de lazer com relvados, esplanadas, restaurantes e pistas pedonais e cicláveis.
Ponte Pedro e Inês: Esta estrutura pedonal e ciclável inaugurada em 2006 é uma obra de arte da engenharia moderna. Projetada por Cecil Balmond, possui 275 metros de comprimento e sobressai pelos seus guarda-corpos em vidro laminado colorido (em tons de amarelo, azul, verde e rosa) que criam jogos de luz incríveis sobre a água. A meio da ponte existe uma praça suspensa sobre o rio, perfeita para fotografar a cidade.
Passeio no Barco Basófias: Ancorado no Parque Verde, o tradicional barco Basófias oferece cruzeiros fluviais de cerca de 1 hora pelo Rio Mondego. O percurso navega suavemente entre a Ponte Rainha Santa Isabel e a Ponte do Açude, permitindo admirar e fotografar a colina de Coimbra a partir da água.
Seminário Maior de Coimbra e o Baloiço Panorâmico (Hidden Gem)
Muito recomendado pelas comunidades do Reddit por fugir ao turismo de massas, o Seminário Maior de Coimbra é uma relíquia arquitetónica do século XVIII situada sobre o rio.
O que visitar: Destaca-se pelo magnífico templo de nave central octogonal, a Sala Bica Real e a sua biblioteca histórica.
O Baloiço Panorâmico: Localizado nas traseiras do Seminário (junto à Rua Vandelli), o Baloiço do Seminário Maior tornou-se um dos pontos mais virais do Instagram e TikTok em Coimbra, oferecendo um baloiço suspenso sobre o vale do Mondego com vistas desafogadas sobre a cidade e o rio.
Penedo da Saudade (Pôr do Sol Poético)
Para terminar o roteiro com chave de ouro, apanha um transporte até ao Penedo da Saudade, um miradouro e jardim romântico situado no topo do Bairro de Celas.
Lenda & Poesia: Segundo a tradição popular, era neste rochedo isolado que D. Pedro se recolhia a chorar a morte de Inês de Castro. A partir de 1855, o parque transformou-se no grande refúgio poético dos estudantes de Coimbra. Ao longo dos caminhos e penedos do jardim encontram-se dezenas de placas de pedra gravadas com versos de amor, saudade e despedida deixados por gerações de alunos da universidade. A vista panorâmica sobre a zona oriental da cidade e as colinas ao pôr do sol é simplesmente inesquecível.
Mata Nacional do Choupal (Opcional Natureza)
Se tiveres tempo extra ou gostares de caminhadas ao ar livre, esta vasta floresta plantada no século XVIII para conter as cheias do Mondego é o refúgio verde favorito dos conimbricenses para passeios em família, corrida e piqueniques à sombra dos choupos.
O que comer em Coimbra: Gastronomia Típica
A gastronomia de Coimbra reflete a herança das gentes do campo e das tradições conventuais dos mosteiros da região:
Chanfana de Cabra: O prato mais emblemático da região. Consiste em carne de cabra velha assada demoradamente em fornos de lenha dentro de caçarolas de barro preto (de Olho Marinho), marinada em abundante vinho tinto, alho, louro e banha de porco.
Leitão Assado à Bairrada: Servido crocante por fora, tenro e suculento por dentro, acompanhado por molho de pimenta preta, batata frita caseira e espumante da Bairrada.
Ossos do Zé Manel: Prato mítico e popular da Baixa de Coimbra, composto por ossos de porco cozidos com temperos tradicionais e servidos em doses generosas.
Rondil de Porco & Rojões à Moda de Coimbra: Prato tradicional das antigas tascas e casas de pasto da Baixa de Coimbra, preparado com carne de porco marinada em vinhos locais e especiarias.
Açorda de Sável: Uma verdadeira joia gastronómica do Rio Mondego, típica da primavera. Consiste no sável (peixe migrador do Mondego) frito e servido com uma saborosa açorda feita com o pão tradicional e as ovas do próprio peixe.
Doçaria Conventual de Coimbra: A tradição doceira da cidade é riquíssima. Destacam-se os Pastéis de Santa Clara (massa fina recheada com doce de gema de ovo e amêndoa), as Arrifanas, o Manjar de Folhada e as Queijadas de Coimbra.
🛏️ Onde Ficar em Coimbra: Melhores Alojamentos
Luxo Histórico: Quinta das Lágrimas Hotel (Hotel de 5 estrelas inserido no palácio romântico do séc. XVIII).
Boutique no Centro Histórico: Hotel Oslo Coimbra (com terraço soberbo e vista panorâmica para a Universidade) ou Sapientia Boutique Hotel (localizado na Alta universitária).
Económico & Jovem: Coimbra Cello Hostel ou Zero Box Lodge Coimbra (conceito urbano moderno).
🗺️ Outros Guias para Combinar com Coimbra (Extensão do Roteiro)
Se tens mais tempo ou queres explorar a região em redor de Coimbra:
Ruínas Romanas de Conímbriga: A apenas 15 km a sul de Coimbra, é um dos maiores e mais bem preservados povoados romanos de Portugal, com mosaicos fabulosos e um Museu Monográfico exótico.
A 30 min de comboio: Visita a “Veneza Portuguesa”, anda de moliceiro e descobre a Costa Nova com o nosso Guia de Visita a Aveiro.
Escapadinha à Serra do Açor: Descobre a aldeia presépio no Guia Completo para Visitar Piódão.
Rumo à Neve e à Montanha: Explora os vales glaciares no nosso artigo sobre Como Visitar a Serra da Estrela.
Património Religioso e Histórico: Descobre o centro no Roteiro de 1 Dia em Fátima e Óbidos.
Em direção ao Norte: Segue até à Invicta com o Roteiro de 2 Dias no Porto ou explora o Minho histórico no guia O que fazer em Braga num dia.
❓ Perguntas Frequentes sobre 2 dias em Coimbra (FAQ)
1. É possível visitar Coimbra em 1 dia?
Sim, é possível ver o essencial (Universidade, Sé Velha e Baixa) em 1 dia. Contudo, para visitar a Quinta das Lágrimas, o Museu Machado de Castro, os Mosteiros de Santa Clara e desfrutar do Fado de Coimbra sem pressas, o tempo ideal é de 2 dias em Coimbra.
2. É preciso comprar bilhete para a Biblioteca Joanina com antecedência?
Sim, absolutamente imperativo. A entrada na Biblioteca Joanina tem horário rigorosamente marcado e limite reduzido de pessoas por turno. Compra o bilhete online no site oficial da Universidade de Coimbra com dias de antecedência.
3. Onde posso ouvir o autêntico Fado de Coimbra?
O Fado de Coimbra é cantado exclusivamente por homens e ligado à vida académica. Podes assistir a excelentes concertos no Fado ao Centro, na casa de fados À Capela (instalada numa capela do século XIV) ou no histórico Café Santa Cruz.
4. Qual é a melhor época para visitar Coimbra?
A primavera (março a maio) e o outono (setembro a novembro) oferecem as melhores temperaturas. Se quiseres vivenciar a energia académica, visita em maio durante a famosa Queima das Fitas ou em outubro na Festa das Latas (Latada).
5. O que fazer em Coimbra à noite?
A vida noturna concentra-se na Praça da República e nas esplanadas da Sé Velha e da Escada do Quebra-Costas (onde decorrem noites de jazz no evento QuebraJazz). Bares emblemáticos incluem o Passaporte (com vista deslumbrante) e o Liquidâmbar.
6. Como subir da Baixa para a Universidade sem caminhar muito?
Se quiseres evitar subir as ladeiras íngremes e a calçada slippery, podes apanhar o Elevador do Mercado (que liga a Rua Olímpio Nicolau Rui Fernandes à Alta) ou utilizar as linhas de autocarro urbado dos SMTUC a partir da Baixa.
7. Onde estacionar o carro em Coimbra?
Evita conduzir no centro histórico pedonal. Recomenda-se estacionar nos parques pagos junto ao Mercado D. Pedro V, na Praça da República ou no parque da margem esquerda do Mondego (junto ao Convento de São Francisco).
Deixa a tua opinião e guarda este guia!
Gostaste deste roteiro para passar 2 dias em Coimbra?
Ficou alguma dúvida sobre o acesso à Biblioteca Joanina ou sobre os melhores locais para ouvir Fado de Coimbra? Deixa o teu comentário abaixo! Partilha este artigo com quem vai fazer esta viagem contigo e segue o Abalar.pt para mais guias de viagem exclusivos em Portugal.
Viagens:
A Gotogate e a Edreams procuram viagens baratas em mais de 650 companhias aéreas para mais de 40.000 destinos.
Alojamento:
Encontra rapidamente o alojamento certo em Agoda.
Rent a car:
Reserve e aproveite as melhores ofertas com Budget
Excursões:
Reserve excursões e passeios turísticos com Viator
Agência de viagens:
Conheça o mundo com a Logitravel e planifique as suas férias à medida. Faça uma escapadinha com a sua cara-metade ou com a família.
Também pode gostar

O que visitar em Fethiye
16 de Fevereiro, 2022
Roteiro de 2 dias em Sevilha, Espanha
2 de Outubro, 2020




Um comentário
Pingback: